Sobre Rafa | Eu e Rafa | Homenagens | Seu Adeus | Violência em PE
 

 

banner

Quem será o próximo?

Quantos Rafael, quantos Escobar, quantas Laís, quantos de nós, estudantes, trabalhadores, jovens, idosos, precisam e vão morrer, a cada dia, nas mãos de latrocidas, a maioria impune, que praticam o crime escudados na condição da menoridade penal? Vidas violentamente retiradas são trocadas por um celular ou uma bagatela qualquer.

O assassinato de Rafael Dubeux, estudante e trabalhador de apenas 21 anos, que se foi tão cedo, no domingo, dezenove de novembro, não deve constituir mais um fato corriqueiro, previsível, inevitável, mera notícia de jornal, episódio rotineiro, “normal”, neste Brasil cruel e insensível, em que vivemos - e morremos.

A morte de Rafael deve simbolizar, significar um ponto de virada, um basta! nessa situação de selvageria e impunidade em que o Estado, impotente ou não, em que o Poder Judiciário, distante ou ausente, em que a sociedade, Pilatos lavando as mãos, assistem passivamente o sacrifício de tantos Rafaéis, e seguem adiante como se nada de mais tivesse acontecido.

Porque a lei facilita a impunidade e o Estado permite que se armem os bandidos? Se há uma legislação – hipócrita - sobre o desarmamento, porque e como esse assassino tinha uma arma na mão para matar Rafael?

Se a lei é feita para regular e possibilitar a vida social, porque serve à morte? É real que o Estado, a autoridade constituída, os que exercem poderes, eleitos e pagos por nós, nada podem fazer? Não há solução e vamos continuar enterrando e chorando amigos, porque tem que ser assim?

Não podemos mais esperar por medidas como melhoria do nível de emprego, reforma política ou educacional, investimentos de longo prazo, coisas que visem atingir a raiz da violência. Pois a longo prazo, todos estaremos mortos, senão antes.

Exigimos das autoridades, em nome das nossas vidas, medidas e ações efetivas e urgentes de combate e prevenção do crime, do latrocínio. Caso contrário, continuaremos diariamente com esta dúvida cruel: “Quem será o próximo?”